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segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Ontem me deparei com minha própria intrigante observação, durante um tempo, que poderia ser de 30 segundos, mas que me pareceu uma eternidade. Eu me encontrava debaixo de uma pequena área coberta, longe de toda aquela água que era derramada do céu, observando uma poça que refletia toda e qualquer luz que com ela se encontrava.
Porém, aquela pequena poça d'água me trouxe lembranças as quais eu jamais poderei descrever. E junto com elas, uma sombra de angústia, que me fez perceber o quanto o tempo tem passado sem se importar em momento algum com o que vamos pensar sobre isso. Passa por nós com tanto egoísmo, que retira aqueles pequenos detalhes que deveriam realmente fazer a diferença, mas que simplesmente desaparecem com o passar, do tempo. As alegrias que vivemos, não voltam mais; os sorrisos que um dia presenciamos, não serão mais representados da mesma forma.
Boas lembranças? Claro! Sempre serão bem vindas. Mas nada se compara à nostalgia do dia que não mais se repetirá.
Me lembrei dos sorrisos inocentes da infância, e dos medos que não me atingem mais, percebendo que a alimentação psicológica que damos a nós mesmos, nos transforma em algo surpreendente, e brilhante. O que falta é reconhecer, valorizar, amar.
Se arrepender dói tanto, então não ha necessidade de faze-lo acontecer. Sorrisos não medem esforços, nem tão pouco abraços sinceros e gestos honestos; dizer o que sente, antes que seja tarde demais, não traz más consequências, se você não abrir espaço para elas. Só queira abrir espaço para o que te faz bem! Buscar por isso me soa tão prazeroso...
Eu estava por me comprometer com a tentativa,

mas uma buzina me fez acordar do pequeno encanto, e assim como tudo na vida, tive de voltar a lutar pelos meus próprios 30 segundos: os intermináveis.

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