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terça-feira, 8 de maio de 2012



3 dia:

Mais uma noite atordoada. Mas percebi que a culpa não é apenas dos travesseiros, mas sim dos pensamentos. Não preguei o olho a noite toda, assim como não parei de pensar nas coisas que tem me incomodado. Vim tentando descansar, e ao invéz disso tudo só piora.                                                            Terminei de ler um dos livros, e provavelmente irei começar outro em alguns minutos. Segunda feira terminando e eu já me perguntando do que será minha terça. Os dias estão realmente voando, e eu ja sei bem o que vou fazer assim que chegar em casa. A propósito, a internet não me faz falta, muito menos meu celular. Estranho, já que quando estou perto deles, não desgrudo um segundo. Acho que é porque ele não tem dado muito sinal de vida alheia ultimamente.
Como não conseguia dormir, levantei às 7h e fui tomar um banho bem demorado, pra me tirar a irritação da segunda noite mal dormida. Me lembrei que de segunda a sexta o café é mais cedo, então desci as pressas pra pegar um café bem quente, e coletar um mapa da cidade pra descobrir o que de interessante faria hoje. Percebi um dos vários museus e afins, que conta com histórias sobre a cidade, e que por surpresa era de entrada franca e me chamou bastante a atenção. Agradeci por ter algo pra fazer, já que eu estava completamente perdida. Não estava com vontade de voltar pra casa ainda (principalmente porque quero provar que aguento ficar aqui mais que 3 dias!), mas percebi que aqui realmente não tem nada pra fazer. Matias não fazia idéia pra onde eu ia, mas mesmo assim resolvi procurar algum festival ou festa, que ele me recomendou a fazer. Mas pelo visto, nada por essa época do ano.                                                                                                               


Café da manha tranquilo, e mais uma vez avistei o resto cinhecido. Isso já está começando a me encomodar, já que não trocamos nem uma palavra de qualquer forma, sendo que ja fomos tão próximos. Mas queria tanto sair, que nem dei muita importância. Subi, peguei a jaqueta (foi um dia meio nublado e bem fresco), o caderno e a caneta, e saí. De manha assim tão cedo, as ruas são muito tranquilas. Mas é claro, de tanta confusão que fazem até as 4 da manha, não esperava menos que uma dormida até as 2 da tarde. Só a besta aqui que fica igual zumbi!                                                                                                                                               
Atravessei a rua, peguei um ônibus instruído pelo porteiro do hotel, e desci bem em frente ao modesto museu. Museu este que se estivesse andando despercebida pela rua, poderia jurar ser uma casa abandonada que virou atração turística. Tinha mais gente do lado de fora, tirando fotos, do que observei do lado de dentro, assim que entrei. INCRÍVEL, aboslutamente incrível. Exatamente como me lembrava! Tudo que mais me chamou a atenção uma vez, continuava com o intenso brilho e refrescancia! Que droga, quebrei minha câmera. É impressionante como sempre acontece, bem quando eu preciso. Já é a terceira vez. Quando percebi, haviam passado 2 horas e eu ainda estava absolvida com tanto conhecimento.                                                                                                                            De lá, segui à catedral, que era a apenas alguns minutos andando. Só conseguia prestar atenção na brisa maravilhosa, e nos sorrisos alheios. Entrei naquele imenso castelo, e me deparei com um grupo em escursão. Lotado demais, fiquei num canto tentando ouvir o que a guia dizia.Nostalgia.                                                                                                                                                                                 Foi quando percebi que estava com fome. Minha barriga roncou e me lembrei de que não havia comido nada des da pizza de ontem. Fui a um self service perto da catedral, que me custou os olhos da cara.
Voltei para o hotel, e assim na entrada, me deparei com ele mais uma vez. Desta vez, ele cumprimentou e retribuí. Perguntou o que eu estou fazendo aqui, o que me pareceu uma pergunta idiota já que é uma cidade turistica, certo? Talvez ele tenha indagado o fato de eu estar sozinha, coisa pela qual eu não dou a mínima. Sem contar que foi muita coincidência justo ele estar aqui, nos mesmo dias que eu estou. Azar é meu nome do meio, afinal. Me despedi com impaciência, explicando que tinha coisas a fazer (Rá, eu voltando pro hotel as 3, e tenho muita coisa a fazer?), e subi. Só estou comentando pra não perder nenhum detalhe, não porque me interesso pelo assunto, que fique claro. O que aconteceu ficou pra traz, e mesmo que eu tenha problemas em esquecer coisas passadas que me magoaram, ainda assim estão no passado. Fim. Nada com o que eu tenha que me preocupar. Se bem que é a minha vida né, eu não me surpreenderia com mais nada desagradável.                                                                                                                                                           Subi, troquei de blusa, liguei pra minha mãe e saí mais uma vez. Fui até a pista de skate que havia visto ontem. LINDA! Me lembrei do Pombo assim que cheguei. Impressionante, imensa, bem grafitada, limpa, porém vazia. Talvez porque é segunda feira.                                                                      Fiquei lá por 2, 3 horas. Me fez muito bem, o clima estava maravilhoso, e a paz me ajudou a escrever. Tá que parece coisa de idiota, mas eu amo isso, essa paz, estar sozinha. Minha mãe diria que eu não viajei pra isso... como se eu me importasse.
O pior chegou agora a pouco, a uns 20 minutos atraz. Pior por um certo lado, claro. Minha mãe me ligou, me avisando que tenho que voltar pra Ipatinga. Pelo que parece, meu tio me conseguiu um emprego e eu tenho uma entrevista depois de amanhã. Já! Perturbador, constando que eu estou amando estar aqui sozinha, e ainda não coloquei nem metade dos pensamentos no lugar. Não quero voltar ainda. Vamos ver o que acontece até amanhã...
Boa noite *:

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