Notes are the best way to speak...




terça-feira, 15 de maio de 2012



Essa viagem me trouxe um experiência incrível.                                                                                  
Conversando com uma senhora de 84 anos, me prendi num mundo que não era mais meu. Saila era encatadora a sua maneira, cheia do que parecia ser o fundo de experança com a qual sempre sonhou. Era doce, mas os olhos carregados de tristeza e sofrimento. Transparecia calma, o tempo inteiro, e sobretudo indiferença. Era nobre, e provavelmente motivo de orgulho dos filhos, netos e biznetos.                                                                                                                                                                         
Tive a oportunidade de me encontrar a sós com ela, e conversamos por quase 3 horas. Me contou de sua vida, e de seus arrependimentos. Começamos mergulhando num ano que eu ainda nem sonhava em existir.
1931 foi o ano que mais encontrou tristeza. Toda sua familia chorava pela dor de perder um pai. Moravam na melhor fazenda da região! Possuíam terras, gado, cavalos imensos, simpatia e bem estar. Eram poderosos, mas humildes e felizes. Seu pai, enraizado pela confiança e sabedoria que jamais o abandonou e o levou a ser exemplo não só para a familia, mas para amigos e conhecidos.Traído pelo melhor amigo, com um tiro no peito, não lhe restou um dia para se despedir adequadamente. Era uma noite fria, assustadora e infelizmente, solitária.
Esta criança, caçula, cresceu saudável, alegre e sempre a mais ingênua entre irmãos e irmãs. Eram 8. Tinha um sonho de se tornar atriz, considerando as remotas chances que tinha, considerando a época e o local que morava. Se escondia no curral, com vestes que pegava escondido da mãe, e penas de galinha para enfeitar o cabelo, enquanto girava e atuava como se houvesse uma imensa platéia a seu dispor.
Só de ouvir aquela história, meu coração se despedaçou. Olhava em seus olhos, que estavam focados num ponto bem distante. Ela enrolava um papel de propaganda entre os dedos e o despedaçava sem dar importância. Seus olhos brilhavam feito cristal e sorria, involuntariamente. Me fez perceber o quanto um passo em falso, pode mudar toda a sua vida. O quão poderoso pode ser uma única oportunidade? Deve ser usada de todas as maneiras, até realmente não ter mais saída.
Ela continuou, sem parecer dar importância se eu estava mesmo ouvindo ou não. Narrou seus 14 anos, de sonhos, solidão e amor ainda não descoberto. Todos os irmão já estavam trabalhando pela fazenda, e irmãs com seus pretendentes. Me disse ela, “já era hora de ter o meu, já tinha 14 anos, não tinha estudos e precisava de alguem para me sustentar. O quão ignorantes poderiam ser os pais e costumes naquela época”.  Foi impressionante como Saila descreveu suas opções. Era certo que nunca teve escolha, mas será que não tivesse realmente outra saída. Era realmente muito nova, e com aqueles pensamentos e costumes, com certeza muito mais nova do que realmente era. Não, não tinha outra saída.
“Nunca vou me esquecer de Adilon”. Adilon, contou-me ela, era seu príncipe dos sonhos de filme. Filho de um amigo da família. “Moreno, alto, nem muito magro, nem gordo. O corpo que a maioria espera. Estatura também não fazia diferença, já que ele aparecia montade em cavalos enormes, sempre bem dispostos e aparentemente feroses. Porém sua expressão sempre fora doce, suave. Eu o desejava, e senti pela primeira vez o estranho sentimento descrito por minhas irmãs”.
Na época, casamento arranjado não era nenhuma surpresa, e quanto mais tardava, mais difícil era de se encontrar um partido. Todas as suas irmãs tiveram a sorte de encontrar quem desejavam, apesar de todo o arranjo, indiferente. Saila queria ser amada, sentia falta do abraço do pai, que foi o ultimo que recebera. Queria sentir que teria uma vida feliz. Era ambiciosa, admitiu, mas tudo graças aos sonhos.
No inverno de 1944, era tarefa das famílias ir rezar em casas alheias, pelo santo responsável pela guarda do ano. Saila e suas irmãs estavam, todos os dias, fiéis a essa devoção. “O problema é que eu não me importava com o santo, e sim com meu problema matrimonial. A pressão da minha família aumentava mais a cada dia que passava e se eu não encontrasse o amor dos meus sonhos, seria obrigada a casal com o filho do general, que era amigo de meu pai. O rapaz me dava arrepios e nojo” contou-me ela.
As semanas se passaram, de rezas e obrigações e pressão consecutiva da familia. Ela estava com duas de suas irmãs na fazenda vizinha, rezando como sempre, quando se deparou com um senhor. Moreno feito verniz, alto, magro até demais, com bigode e cabelos negros. Estava com duas crianças ao seu lado, e jamais sorria, ou parecia se concentrar na reza.
As irmãs de Saila mal o viram, já começaram a fofocar, e chamar a sua atenção. “Não paravam de dizer que era perfeito pra mim. Não era novo, nem muito velho. Mas é claro que eu não me importei, já que não fazia meu tipo e obviamente era casado com duas filhas.” Disse Saila com uma expressão carregada, obviamente com repugnância da situação descrita.
A celebração mal havia terminado e Mides já estava perguntando a todos quem era a baixinha da pele branca, e cabelos negros. Saila só queria ir embora logo, pois não podia suportar a idéia de estar perto daquele “cabra safado”.
Sua familia teve conhecimento de Mides, e descobriu que era um funcionário da maior empresa de madeira da região. É claro que a familia tinha posses, portanto esperavam encontrar para seus próximos pessoas de boa condição social.
Mas foi neste mesmo período que a mãe de saila descobriu que estavam falindo. Sua fazenda, gado e outras terras estavam indo a leilão graças a dívidas desconhecidas que não haviam sido pagas. Como as mulheres não tinha muito conhecimento naquela época, quando o Pai de Saila faleceu, não havia mais ninguém para ter certeza sobre os negócios da família. Conhecimento precário era o problema.
Tudo isso levou ao desespero. Ou Saila se casava com Mides, que a afereceu tudo que podia dar, ou seria o filho do general.
No mesmo ano de 44, Saila se casou com Mides e se mudaram para a cidade. Os primeiros meses do casamento já demonstravam catástrofe. Ela era infeliz, e ele um mizerável. Era boêmio, de uma forma nada suportável. Não existia traição. Mas que traição seria maior do que o desrespeito que tinha por ela? “Quantas vezes levantou a mão pra mim, de tão bebado e por motivo nenhum? Quantas vezes disse coisas que eu não merecia ouvir? Eu chorava dentro do banho de esponja, sonhando com meus dias de glória como atriz, perdidos por um casamento desagradável, amargo e selado por uma cerimônia que nem perto chegara a ser o que sempre sonhei”.
Me doeu ve-la falar de tal forma. Eu esperava anciosa pelo final feliz, pela mudança drástica. Fato que me trouxe lágrimas de tristeza, por ela.
Em maio de 1945 Saila teve sua primeira filha, Marta. Marta foi a maior alegria à vida de outra criança que era Saila. 17 anos, havia amadurecido muito mais que o esperado. A responsabilidade de cuidar de uma casa e agora, de uma menina linda.
“Marta veio como um anjo pra me salvar. Eu não temia mais nada, enfrentaria qualquer coisa por ela. Ele nunca deu suporte, nunca ajudou a cuidar, a levar ao médico, nada. E só de pensar em separação, eu já era ameaçada. E como podia? Minha familia não tinha mais nada, pobre mãe a minha... e eu, sem estudos? Como sustentaria meu anjo de tal forma?”

Em 1948 deu a luz a Margarida. Margarida sempre fora mais sensível a problemas de saúde, o que a obrigava a passar noites no hospital, já que não tinha muita escolha.
Em seguida vieram Alexia e Arley. Ambos exepcionalmente saudáveis e muito parecidos com a mãe. “Foi o que eu sempre pedi a Deus. Que eles não se parecessem nada com o pai, para não me trazer mal lembrança. É claro que amaria meus filhos de qualquer forma, mas os queria mais meus que nossos.”
Os anos se passaram e os filhos eram cada vez mais envergonhados pelo pai. Chegava sempre embriagado, 2h, 3h da manhã. Fazia greve de fome. Quebrava pratos, jogava coisas pela janela da casa. Gritava para envergonhar a todos, e fingia de morto dentro da banheira. “Costumávamos chegar, olhar pela janela do banheiro, de onde só se podia ver os pés imóveis de Mides, como se estivesse deitado, sufocado. Bem que eu queria que fosse verdade, mas só de pensar que meus filhos um dia poderiam tomar aquilo como exemplo, eu fazia meu papel de esposa preocupada, e o tirava de lá a murros. Pena que estes, eu recebia em troca”.
Saila esticou o braço direito, e pude observar uma cicatriz profunda, na dobra do cotovelo. Me explicou ser um ato de defesa que teve, ao perceber que Mides jogaria uma faca contra a parede. “Margarida estava brincando, bem em baixo da parede. Quando percebi, tive tempo apenas de esticar o braço. Mas jamais digo que falhei, pois salvei da dor ¼ do meu coração.”
Foi tão bonito observar o quanto Saila foi a maior mãe que já conheci. Me contou que muitas mães naquela época, abandonavam a casa, os filhos, tudo, graças aos maridos loucos e perigosos.
Ela jamais considerou Mides louco, era apenas falta. Falta que teve de amor, carinho e paciência. Foi criado pelo padrasto, a chicoteadas e gritos. O irmão morreu de tuberculose e se encontrou sozinho. Não sabia o que era amar de verdade, muito menos receber.
Confessou a mim, com lágrimas nos olhos que jamais o amou. Seu sentimento era de pena, e nada mais. Sacrificou seus sonhos por seus filhos, do que não se arrepende. Porém sofre por jamais ter encontrado o amor de sua vida. Não esperava terminar sozinha, sem um companheiro e como me disse ela “um parceiro de passagem”. Passagem dessa, pra melhor.
Os anos se passaram, seus filhos cresceram. Tiveram famílias felizes, maridos e esposa amáveis, filhos incríveis dos quais Saila se orgulha muito!
Saila e Mides se separaram em 1972, o que ela considerou atrasado. E neste mesmo ano, Saila começou os estudos. Hoje é formada em psicologia!
Decidiu passar o resto de sua vida viajando. Já conheceu quase todas as capitais brasileiras, e visitou 24 países (diversos Estados em cada um).  Hoje participa de um grupo de teatro com 42 Idosos.
Sua filha mais velha se formou em medicina. Margarida tornou-se atriz, trabalha na Europa e é o maior orgulho de Saila. “Amo todos igualmente, mas o fato de Magi ter se tornado atriz, me fez reviver todos os meus sonhos de infância, e ainda faz, quase todos os dias.”
Alexia e Arley abriram uma empresa juntos, e hoje seu sobrenome reina uma cidade no RS.
E se lembra de Adilon? A irmã mais velha de Saila se separou, e em 2 anos, casou-se com ele.
Saila não mantém contato com seus irmãos, nunca mais viu a mãe, apenas soube de sua morte.
Hoje mora pelo mundo, tem surporte dos filhos e vive uma vida tranquila!
“Nada vai mudar o que passei durante minha juventude, mas tudo que eu quero, é terminar minha vida tranquila, em paz. Se não sorri por mim, sorrio pelos meus filhos. Se não encontrei meu príncipe, eles encontraram os seus. Do ponto em que meu pesadelo terminou, minha realidade apareceu, e se preencheu de realizações desde então. Me considero feliz, sim. Mas graças a Deus, ainda sou moça, e tenho muito pela frente.”Terminou ela, dando a gargalhada mais gostosa que eu já ouvi de alguém.

A história de Saila mudou completamente meu conceito sobre muitas coisas. Sobre sonhos. Estes deveriam ser postos em primeiro lugar, se realmente valozirados. Hoje é feliz, certo. Mas pra que passar por tudo aquilo quando se tem conhecimento? Saila não teve muita opção, mas eu tenho, assim como você.
Me despedi de Saila por um breve momento. Hoje a noite, vou até o teatro local, assistir à peça de seu grupo de teatro...

Vivien, 06/05/2012

terça-feira, 8 de maio de 2012



3 dia:

Mais uma noite atordoada. Mas percebi que a culpa não é apenas dos travesseiros, mas sim dos pensamentos. Não preguei o olho a noite toda, assim como não parei de pensar nas coisas que tem me incomodado. Vim tentando descansar, e ao invéz disso tudo só piora.                                                            Terminei de ler um dos livros, e provavelmente irei começar outro em alguns minutos. Segunda feira terminando e eu já me perguntando do que será minha terça. Os dias estão realmente voando, e eu ja sei bem o que vou fazer assim que chegar em casa. A propósito, a internet não me faz falta, muito menos meu celular. Estranho, já que quando estou perto deles, não desgrudo um segundo. Acho que é porque ele não tem dado muito sinal de vida alheia ultimamente.
Como não conseguia dormir, levantei às 7h e fui tomar um banho bem demorado, pra me tirar a irritação da segunda noite mal dormida. Me lembrei que de segunda a sexta o café é mais cedo, então desci as pressas pra pegar um café bem quente, e coletar um mapa da cidade pra descobrir o que de interessante faria hoje. Percebi um dos vários museus e afins, que conta com histórias sobre a cidade, e que por surpresa era de entrada franca e me chamou bastante a atenção. Agradeci por ter algo pra fazer, já que eu estava completamente perdida. Não estava com vontade de voltar pra casa ainda (principalmente porque quero provar que aguento ficar aqui mais que 3 dias!), mas percebi que aqui realmente não tem nada pra fazer. Matias não fazia idéia pra onde eu ia, mas mesmo assim resolvi procurar algum festival ou festa, que ele me recomendou a fazer. Mas pelo visto, nada por essa época do ano.                                                                                                               


Café da manha tranquilo, e mais uma vez avistei o resto cinhecido. Isso já está começando a me encomodar, já que não trocamos nem uma palavra de qualquer forma, sendo que ja fomos tão próximos. Mas queria tanto sair, que nem dei muita importância. Subi, peguei a jaqueta (foi um dia meio nublado e bem fresco), o caderno e a caneta, e saí. De manha assim tão cedo, as ruas são muito tranquilas. Mas é claro, de tanta confusão que fazem até as 4 da manha, não esperava menos que uma dormida até as 2 da tarde. Só a besta aqui que fica igual zumbi!                                                                                                                                               
Atravessei a rua, peguei um ônibus instruído pelo porteiro do hotel, e desci bem em frente ao modesto museu. Museu este que se estivesse andando despercebida pela rua, poderia jurar ser uma casa abandonada que virou atração turística. Tinha mais gente do lado de fora, tirando fotos, do que observei do lado de dentro, assim que entrei. INCRÍVEL, aboslutamente incrível. Exatamente como me lembrava! Tudo que mais me chamou a atenção uma vez, continuava com o intenso brilho e refrescancia! Que droga, quebrei minha câmera. É impressionante como sempre acontece, bem quando eu preciso. Já é a terceira vez. Quando percebi, haviam passado 2 horas e eu ainda estava absolvida com tanto conhecimento.                                                                                                                            De lá, segui à catedral, que era a apenas alguns minutos andando. Só conseguia prestar atenção na brisa maravilhosa, e nos sorrisos alheios. Entrei naquele imenso castelo, e me deparei com um grupo em escursão. Lotado demais, fiquei num canto tentando ouvir o que a guia dizia.Nostalgia.                                                                                                                                                                                 Foi quando percebi que estava com fome. Minha barriga roncou e me lembrei de que não havia comido nada des da pizza de ontem. Fui a um self service perto da catedral, que me custou os olhos da cara.
Voltei para o hotel, e assim na entrada, me deparei com ele mais uma vez. Desta vez, ele cumprimentou e retribuí. Perguntou o que eu estou fazendo aqui, o que me pareceu uma pergunta idiota já que é uma cidade turistica, certo? Talvez ele tenha indagado o fato de eu estar sozinha, coisa pela qual eu não dou a mínima. Sem contar que foi muita coincidência justo ele estar aqui, nos mesmo dias que eu estou. Azar é meu nome do meio, afinal. Me despedi com impaciência, explicando que tinha coisas a fazer (Rá, eu voltando pro hotel as 3, e tenho muita coisa a fazer?), e subi. Só estou comentando pra não perder nenhum detalhe, não porque me interesso pelo assunto, que fique claro. O que aconteceu ficou pra traz, e mesmo que eu tenha problemas em esquecer coisas passadas que me magoaram, ainda assim estão no passado. Fim. Nada com o que eu tenha que me preocupar. Se bem que é a minha vida né, eu não me surpreenderia com mais nada desagradável.                                                                                                                                                           Subi, troquei de blusa, liguei pra minha mãe e saí mais uma vez. Fui até a pista de skate que havia visto ontem. LINDA! Me lembrei do Pombo assim que cheguei. Impressionante, imensa, bem grafitada, limpa, porém vazia. Talvez porque é segunda feira.                                                                      Fiquei lá por 2, 3 horas. Me fez muito bem, o clima estava maravilhoso, e a paz me ajudou a escrever. Tá que parece coisa de idiota, mas eu amo isso, essa paz, estar sozinha. Minha mãe diria que eu não viajei pra isso... como se eu me importasse.
O pior chegou agora a pouco, a uns 20 minutos atraz. Pior por um certo lado, claro. Minha mãe me ligou, me avisando que tenho que voltar pra Ipatinga. Pelo que parece, meu tio me conseguiu um emprego e eu tenho uma entrevista depois de amanhã. Já! Perturbador, constando que eu estou amando estar aqui sozinha, e ainda não coloquei nem metade dos pensamentos no lugar. Não quero voltar ainda. Vamos ver o que acontece até amanhã...
Boa noite *:

segunda-feira, 7 de maio de 2012




2o dia :

Noite esdridente. Pessoas gostam de festa por aqui, festa por nada. Travesseiro muito alto e duro. Não consegui acreditar nas horas de espectativa que se quebraram ao deitar nesta cama. 3 da manha, e meus pensamentos ainda batiam feito sinos em minha cabeça. Eu me virava, como se fosse fazer alguma diferença na altura do troço... 5 da manha e você não saía da minha cabeça. É difícil perceber que está sozinha, quando realmente está.. que aí quer mais que nunca estar com alguem. E o alguem que mais vem a tua cabeça, claro. Um mosquitinho me picou no calcanhar. Lugar mais estranho. Parece que foi uma marca, pra me lembrar da péssima noite que passei; faz coçar o tempo todo.                                                                                                                                                                                                                                                        
Acordei as 9, com crianças berrando na rua por falta de bola. Bola pra jogar bola. Bola essa que se eu a tivesse, teria enfiado uma a uma em suas gargantas, assim poderia ter um sono longo. Não porque estava confortável, mas sim porque estava exausta. Abri os olhos por um breve termo de segundos pra observar as horas. Pelos berros imaginei que fosse meio-dia e que estavam com fome. Mas 9? Após uma noite dessas? Percebi que o tempo que dormia, sonhei que estava aqui, junto a mim. Talvez assim, o tormento da primeira noite não tivesse sido tão destacado.
10 da manhã, serviço de quarto. Pelo visto não esperam que ninguem durma muito por aqui. Me levantei, tonta, apenas com “roupa de baixo”(fez um calor louco noite passada). A deixei entrar, enquanto tomava um banho rápido. Ao sair, um rápido sorriso, seguida de sua saída. Eu ainda esperava encontrar uma desculpa pra sair, mas continuei aqui, olhando pro nada. Da pra acreditar nas minhas escolhas? Minha mãe estaria rindo neste momento. Aliás, ela deve estar lá, realmente acreditando que eu volto hoje mesmo. Não vou me render assim tão fácil. Um ótimo café da manhã. Bom, realmente apenas café. Nada desce. Um café com leite, que nem pediu açucar. Vi alguns rostos estranhos; voltei ao quarto. Na TV, nada de interessante. É domingo, imagine só. Resolvi ler, já que trouxe comigo uma série de livros, e não quero desperdiçar peso.
                                                                                                                   

Uma visita inesperada.                                                                                                                                                                          

Resolvi descer para a área de convivência, talvez ler lá me ajudaria a concentrar, porque aquele cubo que é meu quarto, estava me deixando louca. E aí vi um rosto familiar. Familiar até demais, pena que não simpatizante. Me olhou como se fosse me engolir, penso que assustado assim como eu. Trocamos olhares mais uma vez, e logo após se sentou à minha frente, juntamente com sua mae ou irmã, não pude identificar.  Havia também um homem, com sua família. Aquele filho branquelo com os olhos esbugalhados, que não se desviavam de mim. Estava tramando, tinha certeza. Continuei me enganando, olhando pras letras do livro sem fazer idéia do que estava escrito. Pensei nos meus amigos, ainda dormindo pela ressaca do sábado. Se imaginassem como foi o meu sábado... Na verdade, acho que nem se importam muito. Carol deve estar  tentando imaginar que diabos estou fazendo aqui sozinha. Já estive aqui, mas uma total e completa situação diferente. Agora me parecia muito estranho, tudo muito estranho.                                                                                                                                                  
A criança se aproximou, e jogou um cubo de borracha pro meu lado. Fingi não ver. Ela o pegou, e o jogou mais uma vez. O olhei de canto, e continuei sem expressão. Sei bem da facilidade que tenho para me irritar com crianças. Inclusive quando estas se parecem com meu primo de 7 anos.  Que falando nele, e em sua família.. é impressionante como não dão a mínima. Passei  5 meses fora, e mais do que amigos, esperava que minha família iria me procurar. Nem sinal, nem uma dica. Parece que quando você cresce, a bondade, diversão e carinho vão se perdendo junto. Foi assim que aconteceu. Mas acontece que, ter crescido, não muda o fato de eu ainda precisar de tudo isso. Penso é por este motivo que meus amigos sempre foram mais minha família do que os mesmos. Só que chega um momento, que você tem que saber reconhecer o que realmente está acontecendo. É isso que estou tentando fazer.  – a criança desistiu, penso-


Mencionei que quebrei minha camera fotográfica enquanto dormia? Ela estava na cômoda ao meu lado, e eu simplesmente dei um tapa não intencional. Ouvi a queda, mas estava muito cansada pra olhar qual foi o motivo. Nesta manha não pude acreditar. Ela não ligava por nada. Aparecia algo na tela, dizendo “turn it off and on again” que mais parecia “se comporte como Idiota, ligando e desligando a camera enquanto eu mandar”. Eu ganho de todos em desastres materiais. Depois dessa, o computador está no centro da cama, com meus dois pés o protegendo.                                         
Recebi uma ligação de minha mãe. Conversamos por uns 20 minutos, antes que ela resolveu me dar lição de moral. Disse que precisava sair para conhecer a cidade. “Então tá, mas assim que voltar me ligue.” Típico.                                                                                                                                              
Saí. Só gente bonita, alegria, festa. Nada se compara a um céu desses. Quase familiar aos meus ultimos 5 meses, sem comentar do frio delicioso. Almoçei num restaurante mineiro, no outro quarteirão. Saí, e continuei andando, tendo certeza de que sabia voltar. Tênis e uma leve jaqueta. Queria tanto uma câmera pra mostrar pros meus amigos este lugar incrível, robusto,  e ao mesmo tempo monótono. Não vão acreditar quando contar. Não mesmo.    Estou realmente tendo um ótimo dia. Parei quando reparei num parque. Me encontrei sentada num balanço de pneu, enquanto escrevia. Escrevi sobre meus pensamento avulsos, rabiscos de músicas para a banda...  escrevi sobre o tempo que perdi desistindo por alguns meses do meu sonho. Maldição.                                                                                                                                        
Voltar para a cidade me traz arrependimento pelo fato de eu saber que estou perdendo tempo. Tudo bem que ainda sou nova, mas mais o tempo passa, mais eu me sinto desmotivada a fazer qualquer coisa. Eu só quero música, e não vou desistir tão fácil! – Mas voltar também me traz a lembrança de que passei os melhores anos da minha vida aqui, com as melhores pessoas que podia ter conhecido. Pena que aparentemente, não tenho sido tão correspondida.
Acho que se passaram 2 ou 3 horas que eu fiquei ali sentada. Resolvi voltar pro hotel. E quando volto, não é que sou quase atropelada por um fusca? Estava dispersa, como sempre.  Entrei o mais rápido que pude, depois do susto, e pensei em ligar pra minha mãe. Mas se fizesse isso, ela não acreditaria que eu estou realmente tendo uma boa segunda experiência, então resolvi voltar com o meu livro para a área de convivência. Já deviam ser umas 6 da tarde, assim. Quando encontrei um espaço vago, observei as pessoas à minha volta, e me deparei mais uma vez com aquele rosto familiar. Desta vez, ele sorriu. Eu, educadamente, sorri de volta, e rapidamente voltei os olhos para meu livro. Não olhei mais. Li 100 páginas e percebi que o tempo aqui não passa nunca. Ainda eram 7h e eu não tinha mais nada pra fazer.                                                                                                                                          

Voltei para o quarto, liguei pra minha mãe, que me contou que um amigo me ligou hoje à tarde. Me surpreendi quando me disse quem... Enfim, agora estou aqui, comendo uma pizza que pedi do dellivery que se encontra bem em frente ao hotel, e pensando no que vou fazer amanha. Tem uma pista de skate aqui atraz. Talvez vá conhecer..
Boa noite :*

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Estou aqui sentada em frente o Buckingham Palace, tentando desenhar um momento perfeito e totalmente meu, que talvez eu não tenha tido até hoje . Estar sozinha me faz observar estas árvores de inverno um tanto mais incríveis do que realmente já são, e me faz perceber o que talvez realmente importa e o que realmente quero e o quão forte eu posso ser pra conseguir!
Uma força maior é completamente o que eu preciso e acredito e o que me faz ficar tão admirada com o que talvez eu possa um dia conquistar!

Uma lagrima acabou de escorrer...

Escuto as moedas sendo jogadas na fonte atraz de mim, que em segundos são seguidos por um desejo. Talvez nesse segundo, meu desejo seja simples; Paz! Eu só quero Paz! Eu quero sucesso, amor demais, coisas novas.. Mas primeiramente preciso do que me dará força e sabedoria e valor próprio. Paz talvez seja realmente do que todos precisam e não pensam em procurar. E eu aqui, tentando demonstrar a mim mesma o quanto isso tudo tem sido de um valor imensurável, pra mim!
Hoje uma senhora muito doente me disse que eu deveria me esforçar ao máximo pra ser feliz enquanto eu puder, e enquanto eu não puder.. Porque vida, a gente só tem uma, e a felicidade deveria depender só de nós mesmos, e de mais ninguém, já que somos nós que merecemos e somos nós que temos que nos esforçar para ter o máximo de proveito. Na vida, é claro que as coisas dão errado e nem sempre saem como o planejado. Mas se foi planejado uma vez, planeje denovo, faça dar certo, faça ser bom, confie, queira sorrir, queira estar bem!!
Porque ao contrário?

Ta esfriando...

Ah, estar sozinha é de um conforto que eu jamais pude imaginar e talvez um exercício que me tem feito aprender a pensar, de alguma forma, de uma forma diferente do que estamos abituados.
Life's really good enough, we just need to learn it and enjoy it! That's the reason why it was made (:

Todo fim de tarde, enquanto eu puder, estarei aqui. Na parte mais alta, provida da melhor vista possível!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Tem coisas que acontecem em nossa vida que realmente nos faz questionar do porque. Porque podem se passar meses, anos, e não ser descoberto o motivo pelo qual as coisas não deram certo, e insistem em não dar. É simplesmente confuso demais, e perturbador o suficiente para nos fazer perder o controle. A mente é realmente algo um tanto inexplicável e conturbado, que se afeta por pouco.
Eu fico me questionando se há algum motivo por passarmos por coisas ruins tão inexplicáveis. Porque deve realmente haver algo muito bom nos esperando. Ninguém vem para sofrer o tempo todo, e como diz um velho ditado, "se não está tudo bem, é porque não está no fim". Mas quer saber? A impaciência é um dádiva um tanto negativa.
É como algo que você constrói e reconstrói, mas que no fim desmorona por pouquíssimo. E chega uma hora que você simplesmente cansa. Cansa de lutar por quem não merece. Cansa de perdoar quem insiste no erro. Cansa de amar a quem é impossível não amar. Cansa de olhar para os outros e passa a se valorizar. Tá aí um ponto bom, e é esse que trará o que é bom de verdade! Pessoas vão machucá-lo o tempo todo, mas você não pode fazer isso consigo! É uma verdadeira burrice, e falta de amor. Tenha amor, claro. Mas tenha primeiro por ti. Faça as coisas por ti, e assim será mais forte para lidar com os outros.

Repetitivo demais. Mas incrivelmente verdadeiro.
E que existe algo muito bom para cada um, isso é certeiro. Não há dúvidas, já que Ele é perfeito! Não tem problema se não acredita, mas então tenha fé em algo, em qualquer coisa. Ela te fortalece e te ajuda a caminhar com maior facilidade!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Ontem me deparei com minha própria intrigante observação, durante um tempo, que poderia ser de 30 segundos, mas que me pareceu uma eternidade. Eu me encontrava debaixo de uma pequena área coberta, longe de toda aquela água que era derramada do céu, observando uma poça que refletia toda e qualquer luz que com ela se encontrava.
Porém, aquela pequena poça d'água me trouxe lembranças as quais eu jamais poderei descrever. E junto com elas, uma sombra de angústia, que me fez perceber o quanto o tempo tem passado sem se importar em momento algum com o que vamos pensar sobre isso. Passa por nós com tanto egoísmo, que retira aqueles pequenos detalhes que deveriam realmente fazer a diferença, mas que simplesmente desaparecem com o passar, do tempo. As alegrias que vivemos, não voltam mais; os sorrisos que um dia presenciamos, não serão mais representados da mesma forma.
Boas lembranças? Claro! Sempre serão bem vindas. Mas nada se compara à nostalgia do dia que não mais se repetirá.
Me lembrei dos sorrisos inocentes da infância, e dos medos que não me atingem mais, percebendo que a alimentação psicológica que damos a nós mesmos, nos transforma em algo surpreendente, e brilhante. O que falta é reconhecer, valorizar, amar.
Se arrepender dói tanto, então não ha necessidade de faze-lo acontecer. Sorrisos não medem esforços, nem tão pouco abraços sinceros e gestos honestos; dizer o que sente, antes que seja tarde demais, não traz más consequências, se você não abrir espaço para elas. Só queira abrir espaço para o que te faz bem! Buscar por isso me soa tão prazeroso...
Eu estava por me comprometer com a tentativa,

mas uma buzina me fez acordar do pequeno encanto, e assim como tudo na vida, tive de voltar a lutar pelos meus próprios 30 segundos: os intermináveis.

domingo, 26 de junho de 2011


Vamos nos permitir mais, abrir mais nossas cabeças e corações. Vamos experimentar não só ouvir o proprio ego e escutar mais o resto do mundo que também tem muito o que aprender. Há sempre um jeito de sair do 'beco sem saída'. Toda hora é hora de agir, mudar, e aprender alguma coisa. Ninguém é perfeito, mas concerteza o caminho da vida é esse. Vamos querer sempre mais, buscar sempre mais, viver sempre mais e mais. Não se sinta fraco demais pra correr atrás, e muito menos bom demais pra precisar correr. Pode ser de um jeito facil ou de um jeito doloroso, mas de qualquer forma todos nós nos tornaremos seres melhores algum dia. Talvez na vida, ou talvez depois dela. Humildade pra aceitar o proprio erro e pedir perdão, e perdoar os outros que assim como você, também erram.
Nunca é tarde demais pra reverter situações, e nada é grave o bastante que não possa ser perdoado. Mas lembre-se: Independente de ser perdoado ou não, procure não agir da mesma forma, e crescer cada vez mais como ser humano. Ninguém tem a formula da vida 'perfeita', ou a forma 'correta' de se viver. Mas concerteza coisas como essas que eu escrevi aqui e muitas outras que eu ainda nao compreendi ou não me lembrei, servem bastante. Ame a vida. Ame o ser humano. Ame, acima de tudo, as pessoas que te fazem bem e que sempre estão do seu lado. Acredite. Pare de reclamar só por reclamar. Ame a arte de ser diferente e aceitar que os outros também são. Agradeça a Deus por acordar e viver a sua vida 'chata'. Mostre que você é capaz, quando nem você acredita que é. Sinta o que tiver que sentir. Pague os 'micos' que forem, desde que seja feliz. Seja feliz. Corra pelado. Sorria. Ande de bicicleta. Abrace todos que ama. E FODA-SE a opinião de quem nem sabe o que realmente é ser feliz e o que te faz feliz.
É dessa forma crua, simples e brega, que eu convido todos vocês a viver de verdade.

: de meu caro amigo, Leon F.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cápsula


'Eu nem sei porque isso tudo ainda está acontecendo, nem sei porque tende a continuar, e nem qual o motivo que ainda me faz crer que irá acabar.. porque não vai.'


O ser Humano é tão comediante. É surpreendente como tem suas armações e escapatórias tão bem planejadas. É realmente assustador como um comportamento se manipula tão fácil conforme as mudanças no estado emocional. O físico agora é o que mais importa, e passa a ser uma cápsula totalmente inpermeável a qualquer tipo de estrago. A frieza controla, o orgulho segue em frente como se nada fosse, e o botão que liga tudo de volta parece estar emperrado. Tudo se move em relação à cápsula, e não mais à maneira das próprias vontades, e nem ao lado do que realmente tem valos. A perda de memória recente começa a ocorrer em tudo o que há em volta, e a ingratidão é o maior peso. Esse se torna a base suprema da cápsula Humana, e transborda com constante ignorância e podre superioridade.
Como o fato de amar alguem com tanta intensidade pode ser esquecido tão facilmente? Como um carinho recebido, ou um aperto de mão sincero pode se tornar um perfeito escudo contra o próprio atuante inicial? é complicado, é pessimista, é a vida.

Sobrevoar sobre pensamentos realistas É ser pessimista, de fato. Mas é claro que o otimismo existe, e é claro que em algum momento se torna predominante... mas o fim é sempre tão previsivelmente pessimista, em qualquer aspecto que seja. Em qualquer momento e em qualquer expectativa.
Que aliás se torna um ótimo ponto. A expectativa é tão persuasivamente pessimista. Ela engrandece qualquer ideia que é posta em cheque, criando sonhos e esperanças totalmente inigualáveis, mas que no fim acabam sempre no mesmo lugar em que todas as outras idéias falhas.
Mas não é motivo para desespero, e nem angústia que deve ser observada.. é apenas uma parte óbvia e nostálgica do que chamamos de vida.



Uma vez um certo alguem me disse que o amor supera tudo...
será? eu, pelo menos, duvido muito..

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

e se eu parar de pensar?


Seus beijos se encaixam nos meus como um quebra-cabeça perfeito, suas mãos na minha cintura fazendo cada milímetro arrepiar, seus abraços que me trazem uma paz, uma segurança, um amor, seu olhar no meu trazendo conforto e silenciosamente dizendo que gosta do meu jeito. Mas gosto do seu jeito não é me amar, não como eu te amava (amava?). Leve timidez, um pouquinho de frieza e certo desprezo. Mesmo sendo assim, tão contraditório eu sinto sua falta, eu penso em voce todas as manhas quando acordo, todas as tardes que tento estudar, todas as noites antes de durmir e isso realmente me incomoda, isso de não conseguir esquecer de voce de maneira nenhuma. Já apareceram meninos, vários, alguns ate mais atenciosos que voce confesso. Mas meu coração quer voce, minha cabeca quer voce, tudo em mim pede por voce de um jeito que eu não sei explicar. Queria que isso de alguma maneira chegasse ate voce, pra diminuir essa distancia, acabar com essa implicância, e ter voce finalmente e inteiramente, só pra mim...


por minha querida amiga, Mila Espósito.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pessoal


Hoje conversando com um amigo, disse a ele que eu não postava no Blog coisas pessoais. Acontece que hoje eu realmente precisava desabafar em um lugar onde ninguem consegue entender mais os meus posts, do que eu mesma. Então vamos lá..

São exatamente 00:51 e era pra eu estar na cama, ja que amanha tenho que acordar às 7h da manha. O fato é que o sono não me vem, mas sim perturbações que eu sinto não poder compartilhar com ninguem. A euforia do meu próprio sentimento jamais conseguirá ser transmitida de forma real para outras pessoas. E é aí que eu fico pensando: o que é que eu estou pensando da minha vida? O que é que eu pretendo que saia perfeito, se eu jamais faço algo para mudar?
Eu não me sinto mais feliz como conseguia me sentir a alguns meses atraz. Eu não consigo mais ver tanto interesse em algo por muito tempo. Não consigo alcançar meus objetivos por não ter a paciência da persistência. Não encontro mais meu encanto natural, que faça alguem notar, ou que me faça ganhar alguem. E por fim, não consigo ter algumas simples coisas que fazem toda a diferença. A palavra amor ja não me conforta mais, pelo fato de eu ja ter me magoado muito com ela e ainda continuar ... E poder dizer que acontece com todos! Tudo bem pode acontecer, mas não quero que ocorra com tanta frequência. Eu anceio pela felicidade, eu imploro pela constante alegria e almejo o amor sincero!

Olhar no espelho se torna cada vez mais difícil, ainda mais notando que um novo começo está proximo a chegar. Não reconheço mais a poça de pessimismo na qual me transformei, e na falta de coragem em mim mesma que assim tenho a depozitado. Sinto falta dos meus amigos, mesmo os vendo todos os dias, e sinto falta da segurança que me passam.
Aliás, meu refúgio tem sido eles, apesar de serem os que mais têm me machucado. A amizade é bastante confusa, e já não tão digna como costumava ser.

A falsidade me rodeia.

A insegurança me atrapalha e me retrai.

Como diz um bom transmissor: eu só quero os BONS do meu lado. É disso que eu sinto falta. E eles sabem disso, mas preferem continuar na ausência, assim dói menos.

Falar de mim é bastante complicado. Eu me sinto uma pessoa complexa e mais a cada dia que passa. Eu tenho medo do que pode acontecer amanhã, vivendo o hoje na esperança de tudo sair bem. Eu choro ao mesmo tempo que consigo sorrir. Eu só quero paz... é só isso que eu peço.

E eu peço que consigam me entender..

talvez assim pelomenos alguma parte da minha transmissão valerá a pena.

sábado, 30 de outubro de 2010


Com muitas palavras que tenho vontade de escrever aqui e agora, nenhum teria o sentido perfeito para ser realmente descrito.
Eu só queria que a dor permanecesse calada por um tempo, ja que expressá-la ultimamente tem apenas feito mal. E assim fazer com que suma.. pelo menos por alguns instantes.

Não tenho muito a interpretar, apenas quero deixar marcado.


A vida é curta, e pra piorar as coisas, só vivemos uma. Então busque aproveitar enquanto é tempo. por mais difícil que possa parecer!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Amor


É uma palavra incrivelmente forte não? Porém extremamente insensato. A forma clara e representativa desta, jamais consegue atingir o verdadeiro significado.
O amor é uma real construção do que jamais deveria ter sido criado, pois por mais surpreendente que pareça, ele se encontra a beira do fim de sua existência.

O fato é que as pessoas não amam mais. Elas não cultivam e não conseguem mais desfrutar do verdadeiro significado. Se torna passageiro com imensa frequência, e ausente quando realmente necessário. Sempre causa ciúmes, arrogância, catástrofes e desmoronamentos tanto concretos quanto emocionais.
Para ser bem sincera, o amor é perverso e um termo indiretamente claustrofóbico para todos. Ele traz a ruína com a maior indiferênça possível. E mesmo assim, o ser humano o busca, o quer construir, o planeja, o revela, o declara... e por qual razão, se no fim, ele será destruído? De uma forma ou outra, será. O pensamento aqui não é negativo, mas sim real. É apenas o medo de uma fantazia mal realizada, ou de uma futura decepção.

O amor que cito não é apenas baseado de um relacionamento conjugal, mas sim de todos os aspectos da vida. Já se reparou como esquecer é fácil quando se tem vontade? Já se notou como o amor muda de rumo, dependendo sim, de própria vontade? Já ao menos se percebeu como é fácil machucar quem não amas por não ter um sentimento recíproco, ou se desfazer de algo por simplesmente ter uma nova aspiração?
É tão simples, e ao mesmo tempo tão complexo...
Não é desacreditando que isso se resolverá principalmente dentro de cada pensamento, mas como me referi no último post, é valorizando que se conquista e se aprende a amar. Amar é fácil, o difícil é permanecer nele. Dizer que sentes amor então, mais fácil ainda. Assim como o erro. Já se é notado como se parecem, certo?
O erro talvez seja um bom argumento pra justificar o amor, e vice-e-versa.

Portanto, amor pode ser definido pelo próprio portador. Cada um deveria redefinir o amor de forma que esse se tornasse realmente real para cada coração. E não ser um motivo de mais uma tristeza.. não foi com esse propózito que o amor tenha sido possivelmente criado. Ou pelo menos tentado ser. Porque perceber o quando isso se tornou desgastante e impróprio, nos faz pensar: o porque de existir, se um dia, de qualquer forma irá acabar?
Aí essa pergunta já não cabe mais a mim responder...

apenas saiba usá-lo da melhor forma possível, às vezes, ele poderá ser conquistado e realmente possa existir!

sábado, 23 de outubro de 2010

Valorize


Muitas pessoas, hoje, quando recebem algo que ja tem demais.. acabam não dando o valor que merecem. Muitas vezes sorrir para os cantos, ou chorar sem ter motivo, demonstram o quão vazio um coraçao pode estar, por mais cheio que estejam seus pensamentos e atos. O valor que algo pode ter em uma vida pode significar oa vida ou a morte, pode ser interpretado como o sol escaldante que parece inofensivo, mas que daneja e modifica a pele.
As pessoas não se dão conta do que é realmente importante. Dizem querer mudar pois se sentem infelizes, mas no fim, acabam fazendo todos que os amam a sua volta infelizes. É esse o preço de uma mudança pessoal? É esse o valor real que tem querer mudar? Querer trazer bons ares para dentro de você é totalmente justo, porém apagar uma relção de afeto por causa disso não tem o menos valor. E aí, a única consequencia que isso um dia trará.. é a solidão.
A solidão por não ter dado valor ao que realmente o tinha. Solidão por não ter preservado a verdadeira essência do presente manifesto. Solidão por um dia fechar os olhos para o que realmente um dia o ajudou a os abrir.

Então pensar nisso o faz ver o quão egoísta se pode ser. Pois apesar de todas as palavras existentes aqui nessa vida, o importante será sempre o bem estar próprio. E é aí que somos todos levados a eterna ruína e solidão.
O fato de não corresponder, ou de esconder o amor. De não olhar para os dois lados e escolher sempre o caminho mais estreito com suas Largas consequencias negativas. De não pereceber o quão importante são as coisas mais simples e de Nunca saber dizer o que se deve na hora certa.

São essas pequenas coisas que o fazem perder, pouco a pouco, o que realmente...


Tem valor. Valorize, por favor. Ou uma parte de ti sempre não o valorizará, e o deixará pouco a pouco.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Inalcançável


Percebemos tantos erros no nosso dia a dia. Percebemos que falamos coisas que não deveríamos, percebemos que fazemos coisas que não deveríamos e aceitamos, mesmo que revoltados, que não temos volta e sim talvez um futuro reparo.

Bom, o fato de tentar mudar algo que ja se foi feito algum estrago é bastante complicado. Pois as vezes é tão demorada a decisão de tentar reparar, que ja não afeta mais tanto quanto antes afetaria. Já se é passado tanto tempo que, como já é de costume do ser humano, a mágua toda começa a ser apagada, e aquilo já não tem mais efeito, já não consegue mais ser o extremo da infelicidade. Quanta hipocrisia interna!

Talvez a idéia que se tem de concertar algo muitas vezes vem acompanhada de medo, temor e insegurança. Mas acontece que é tão simples. É apenas uma questão e auto confiança e simplicidade. Sabe porque cito simplicidade? Porque nada se repara, ou se contrói com ignorância e hipocrisia; nada se transforma na impureza e na falta de uma boa instrução.

As pessoas não enxergam o que dizem, não percebem o que pensam e não dão conta dos risco. O desafio ali é ter humildade e perceber. O grande problema é reparar. é tudo uma questão de segurança e uma dose de poder. E não o tal poder exacerbado e humilhante, e sim o de controle mútuo e ajudante; o de inteligência e perceverança.

Sei que soa meio confuso, sou mestre nisso. Mas as idéias sempre se confudem ao se tratar de orgulho p'roprio. Era aí que eu queria chegar: ORGULHO.

O orgulho mata, o orgulho destrói e finaliza. Mas o que parece realmente ser? parece ser prazeroso, parece satisfazer.. é indemoniadamente bom. Quão pesado, mas realista, não?


A conclusão que eu tiro é que tudo e facilmente resolvido, por pior que possa parecer. É apenas uma questão de vontade, meus caros.

E sim! um toque de sorte e amor :)







Ps: eu te amo. G.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Distância


A distância é uma coisa muitas vezes surreal. Quero dizer, algumas coisas por estarem à distância acabam sendo prazerosas e muito bem admiradas, muito mais do que se estivessem perto. Porém existem muitas outras coisas que a distância corrompe e destrói, de uma forma totalmente dolorosa. E isso soa totalmente estranho, já que é algo tão abstrato quanto o amor, mas que como este, machuca mais do que qualquer outro concreto!
Laços se desfazem graças à distâncias, e isso acontece de uma forma tão natural e gradual, e acabamos nem percebendo. E assim, deixamos para traz, muitas coisas que com tanto esforço foram conquistadas; Deixamos passar tudo aquilo que um dia, nos fez melhor do que poderíamos imaginar nos sentir; Deixamos de lado, aqueles que um dia, foram o motivo pelo qual vc respirava. E aí vc para pra pensar o porque de tudo aquilo, e percebe que não existe nenhuma explicação, a não ser o fato de o ser Humano ser Hipócrita, negligente emocionalmente e irracional. Não egoísta que pensa apenas no bem futuro, e não mais na necessidade passada.
Lidar com a distância talvez seja para algum Deus grego perdido no tempo, ou para algum coraçao de aço, que suporte superar todas as pedras que encontrar graças a isso. Ou lidar com tudo isso, pode ser simplesmente se lembrar das motivaçoes e das âncias de alegria e amor. Se isso passar pela cabeça todos os dias de sua vida, mesmo vivendo a uma longa distância, jamais se esquecerá de sua verdadeira essência, e de suas verdadeiras alegrias! é simplesmente, fazer o mais fácil que se torna difícil quando o próprio coração quer. Apenas assim.


Enfim, talvez seja hora de nos lembrar de tudo isso... pois vai chegando a hora.

terça-feira, 14 de setembro de 2010


Talvez amar seja um sentimento completamente oculto, que o ser humano armazena com tanta insegurança num ponto compacto, que uma hora acaba se desfazendo. E o pior é que isso ocorre lentamente, com perspectivas que acabam por destruir sentimentos que estavam prontos para serem realizados.
Bom, é por isso que eu quis sair do meu padrão de Bloqueira em que eu cotumo estar, e fazer uma pequena homenagem às pessoas que eu realmente amo. Porque chega uma hora de nossas vidas, que deveríamos ter consciência real de quem amamos, ou de quem realmente deveríamos amar, para que assim não acabemos ao chão. Assim se um dia não cultivarmos isso (ou não sabendo receber), simplesmente não teremos mais nada.

Mamãe:
é impressionante a lei da Contradição que é visivelmente predominante entre nós. Porém não há ninguém no mundo que sabe ou saberá como Ser você. ♥

Papá:
Você é estranhamente amável. Porém meu amor por você ainda é um ponto um pouco indeterminado. ♥

BF's :
A palavra Best não existe atoa nessa pequena sigla que determina vocês. Eu tenho as 6 Melhores amigas do mundo, que sabem como fazer uma divrsão valer à pena e como fazer com que todos os meus dias tenham motivos para continuar. Saber fazer sorrir quando Nada tem graça e matar de raiva e ciúmes. A falsidade é a última coisa que pensa em surgir, e essa palavra hoje, já não existe pra mim quando se trata de vocês. porque agora eu sei... eu as amo, amigas ♥

Sister :
É obvio que apesar de tudo, você é minha única e eterna Irmã de corpo e coração! A tanto tempo nós estamos caminhando juntas que só de olhar uma pra cara da outra, percebemos tudo que queremos expressar, sem precisar de uma palavra. Você me intende melhor que eu mesma, mesmo que às vezes não saiba ajudar, já que a sua vida chega a ser tão confusa quanto a minha. Eu realmente amo nossos melhores e mais ilários momentos. Minha macaca ♥

Dudes; Meus homens :
Sinceramente colegas homens são o que não faltam na minha vida. Porém vocês 5, como eu costumo dizer sempre, completam cada coisa que eu preciso para estar feliz "). Eu tenho o meu melhor amigo, o que me faz rir atoa, o que sabe ouvir, o que sabe de Tudo, e a minha Paixão. E ainda de quebra de todos, eu recebo o melhor carinho que extiste! De uma incrível forma, eu me sinto muito melhor quando estou ao lado de voês, já que não tem frescuras, são diretos em tudo o que vão falar, e vamos combinar, intendem bem melhor de homem do que eu (hahaha). Sem mencionar que são todos extremamente lindos. Eu nem sei às vezes como agradecer a proteção que vocês me dão e a segurana que me passam. Eu os amo muito, para sempre ♥

Confidentes:
Vocês 3 sabem de tudo que acontece comigo, pqp. confiar plenamente em alguém é totalmente inseguro e perigoso, porém deixar de confiar em vocês 3 é completamente impossível. Vocês são o que eu mais preciso para me sentir viva, e me sentir segura. ♥

Base:
Eu digo base quando quero dizer admiração. É incrível o que acabo notando em vocês duas. O que conhecem, o que sabem fazer, o que não temem, como lidam com as coisas, como demonstram paciência e serenidade. São tão fortes, que acabam se tornando ligeiramente frias. Eu as admiro mais do que eu mesma possa imaginar ♥

vocês realmente existem. Amor é o que hoje Sei que tenho por vocês.

sábado, 11 de setembro de 2010


Os dias parecem estar voando, porém com suas asas ligeiramente danejadas.
É realmente esperançoso ver como, apesar de cada percepção afogada, as razões humanas continuam girando, e a cada dia tentando fazer com que suas realizações possam mesmo sair de um mero e ordinário sonho. Cada suspiro dado se torna uma fragilidade e uma aproximação mais realista do que está acontecendo.
É cansado por esperar, mas mesmo assim continua esperando. É feio por não se dar valor, mas mesmo assim, continua a ser pisado. É atormentado por refletir demais, e mesmo assim, continua tentando recriar explicações para as desgraças que vem ocorrendo.
O fato é que não se pode almejar algo que não está cotado a se tornar real para ti. E sim, se deve tentar criar um 'volta por cima' do que se é dado.
Sinceramente, todo ser Humano é assim. Sente dor pelo que está acontecendo, porém permanece no erro de não sair do sofrimento. Parece ser tão prazeroso e saciável a forma como as coisas machucam. Ou ao menos, aquilo no fundo, é o que o faz bem.
As pessoas tentam mudar suas expressões e fingir que nada as encomoda, ou que ao menos as façam perceber o erro.. porém o encômodo maior é o que os alheios tem a sentir por você, é o quer eles têm prazer em reformular e o fazer lembrar de que é penoso. Sentir que se tem o poder é incrivelmente bom, porém fazer com que esse poder apareça faz mal, e no fim, não consegue sair como o esperado.

Olhamos para o lado, e vemos como o comportamento animal no afeta. E como, mesmo querendo sair desse meio, você percebe que foi criado para isso. Repetir seu comportamente animal. Sofrer como animais devem sofrer. E se esforçar para ser notado... mas para isso, acabar com algum privilégio alheio!


Como se diz no velho ditado:
Errar é humano, permanecer no erro é Burrice!

sexta-feira, 30 de julho de 2010


As coisas podem estar indo a mil maravilhas! As vezes pode tudo estar sendo encaminhado incrivelmente de forma perfeita. Mas aí você percebe que falta algo. É, realmente falta algo. e aí você não sabe o que é. Você não consegue perceber o que ainda consegue te afetar.

E é mais impressionante, o fato de você se encontrar sorrindo a todo modo, a todo momento! Você não se pega reclamando de nada, e quando alguem lhe pergunta se está tudo bem, a sua resposta é um simples e otimista 'ótimo'! Mas e se de repente as coisas decidem desabar? Você começa a perder toda aquela confiança, aquela adrenalina e aquele ponto de apoio que antes era tudo o que você tinha. Se percebe que as coisas maravilhosas, trouxeram junto a elas, uma extrema e pesada consequencia remota, que acaba como uma corrente... carregando a todas as outras motivações cativante!

Mas quer saber? se formos parar pra pensar em tudo isso, acabaremos não pensando mais. seremos apenas distúrbios ambulantes, com medo de seus próprios atos. Acontece que com todo feito, se tem um consequencia. Porém o que seria da Vida se não fossem seus rumores incontroláveis e extremamente excitantes? O que seria dos sorrisos sem explicações e das palavras sem ponto final de imaginaçao?

É aqui que vc se depara com o viver, e com o esquecer o lado ruim. Aquele lado ruim que acaba levando você a morte, sem que se ao menos possa ser dado alguma atenção.

Mas poxa, o que é viver, se não chegar a cada dia, mais perto de sua morte?


Quão pessimista não?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Guerra de Anjos


Em que se resume a felicidade? Qual o valor de um mísero sorrizo, e qual o poder de uma boa gargalhada?

Pessoas perdem tempo demais se importando com coisas banais. perdem tanto tempo se importando com assuntos alheios, tristezas alheias, e até comportamentos alheios. Perdem preciosos tempos de seus míseros segundos de vida, pensando em como destruir uma outra; mas quanta incapacidade mental.
A vida é incrivelmente curta, serena. é como um câncer, que vai se corroendo, se deteriorando, e ninguem da atenção a isso. E as vezes, nem é porque não se importam, mas porque são totalmente invisiveis, e não tem o costume da conferência. Sim! Conferir se está tudo em ordem, se nada está se perdendo por motivos estúpidos.. se nada está sendo deixado de lado apenas porque não funciona mais (apesar de ainda se ter concerto).
Viver é simplesmente tão fácil. é apenas existir. O problema é fazer bem feito. Saber se importar, saber como controlar e com extrema abilidade, saber como cuidar para que não se torne ruínas. Assim como os pensamentos que vem se criando.

É tão desgastante ter que ficar reparando. É tão desconfortante perceber algo que faz mal, e ter que tapar os olhos, assim o coração para de sentir. Pois é assim que todos se comportam. Com total cegueira propozital em relação a tudo. Ninguém QUER ouvir, ninguém QUER ver. apenas pensam no movimento giratório de seus próprios... como se diz?

Umbigos.

E aí todos conseguem viver terrivelmente mal. mas saciados de puro egoísmo. e é isso que ainda os fazem respirar, como em uma gaiola de animais selvagens. E sabe ao que isso vai nos levar?

Ao canibalismo extremo!



Pense nisso...

quinta-feira, 15 de julho de 2010


Homens estão mais dispostos a pagar um prejuízo do que um beneficio. Porque a gratidão é um peso, e a vingança... prazer!


Talvez frases como estas sejam tão realistas, que nos mesmos a deixamos passar como se não existisse na realidade. Porem, esta frase é MAIS do que a propria realidade pode explicar. Ela se torna tão concreta, que o desejo de que tudo seja negativo, passa a ser bastante positivo!

A realidade é como uma intensa bola de neve. soa Clichê, mas a cada vez que algo ruim vai acontecendo, o prazer é se tornar maior... e cada vez maior. e aí, ninguem mais se importa com um instantaneo atropelamento, que acaba não fazendo mal nenhum a si mesmo. tanto por fora, quanto por dentro.

Porque as pessoas se preocupam tanto com fatos banais? porque o inconsequente, sem cautela, se torna mais prazeroso, sendo que aquilo se resulta apenas em um simples momento bom, para uma eternidade de consequencias ruins? É estupefante ver como o ser se comporta de forma tão animal. As necessidades externas se tornam muito maiores. o sofrimento se torna infinito e aí, o fim dos tempos se aproxima sem que ninguem note nenhuma gota de sangue. sangue sentimental, quero dizer!


Os tres planos se tornam apenas um. O plano da realidade, que se encoberta de coisas sujas e remotas, por onde ninguem passa sem uma dívida. Nojento! Preocupante! e no qual todos nos incluimos.

O plano da alucinação, onde os 7 mandamentos são quem vc realmente é. Onde todos os desejos mais sórdidos se encontram localizados como cápsulas prontas para serem ejetadas. Onde cada movimento é tão leve, que se pode retornar. e por isso, se tornar um pecado!

E enfim, o plano da Memoria. Porque tudo se é depositado involuntariamente. e um dia, algo que foi totalmente cruel, acaba voltando sem que seja ao menos percebido. E assim, começa o sofrimento, a perturbaçao, a depressão sem explicaçao. mas isso, se chama totalmente e completamente; Culpa! E o pior é que somos tão hipócritos, que nos esquecemos fácil do que nos fez sofrer, e nos lembramos apenas dos gratificantes.

porém, um dia, tudo volta meus caros!


o motivo disso tudo? ue, não era o prazer da negatividade?